domingo, 8 de maio de 2011

Eu e o velho Rancho....


Odeio encontros familiares,odeio minha casa e odeio quem me odeia.Nunca gostei de viajar,na verdade eu vivo no tédio.Minha vida se baseia no meu Notbook,  Ipod e meu caderno velho de arquivos escritos, Prazer Natasha.
         Nos últimos dias, estou no Rancho de uma velha que diz ser minha avó, que cozinha umas melecas no jantar,e fica o dia todo costurando um paninho.
Minha mãe sempre me prende nessa prisão rural quando apronto alguma,claro nada demais,aliás,quem pegou o carro do pai , saiu com os amigos e voltou no outro dia , foi o Jeremy.
       Tentei fugir desse mato,mas nem sei para onde fica a cidade,a civilização pra ser mais exata.Meus tios insuportáveis irão me buscar no mês quem vem,fale sério,eu vou morrer neste lugar preciso de Coca-cola,de um bom hambúrguer e fritas.
      Andei á cavalo pelos campos desérticos e montanhosos,acho que é a única coisa boa que se tem pra fazer aqui. Spotacus,é  bege de crina escura, relativamente o meu companheiro.Os meus amigos devem estar bem,curtindo e fazendo loucuras pelas ruas da cidade na madrugada,mas com certeza a policia vai dar um jeito(risos).
          Meus primos estranhos que nunca vi na vida moram aqui desde pequenos,e estudam em um colégio Rural á quilômetros dali, um verdadeiro esforço pra estudar,eu não faria aquilo.
   Sinto falta das minhas noites agitadas,barulhentas e divertidas.Mas agora eu tenho apenas um quarto frio,uma mobília velha e fedorenta além de um banheiro feio sem espelho. Não consigo dormir com os mosquitinhos chatos e com as cigarras cantantes
.Meu cabelo está sofrendo sem a minha querida chapinha e minhas melhores roupas ficaram em casa,sem maquiagem e produtos especiais,estou uma verdadeira bruxa.
          Estou contando os dias pra ir embora desse lugar,caso contrário eu mesmo arrumo meu velório .
     Passo o dia inteiro no cômodo que chamam de quarto de hóspedes.Nessa semana,eu encontrei meu velho violão dentro da bojota estranha e milenar onde guardam as roupas.
      Comecei a praticar em meio ás árvores vivas da mata escura,senti o ar fresco ,a tranqüilidade e a pureza que o campo possui,  foi muito bom.
                Tragédia foi anunciada no almoço de uma quinta-feira: meu tio falecera.
Um desequilíbrio emocional viera a me seguir ,e tristeza predominou pelo resto do dia.
    Pensei no meu pai,que partira já havia anos.No meu irmão que estava do outro lado do mundo no momento e na minha avó,que não tecera mais o velho paninho,mas que chorava de frente a janela enferrujada.

    No outro dia,vesti minhas roupas pretas e rotineiras,e me dirigi ao pasto,onde ele seria velado.Arrumei as flores,os arranjos e o resto dos parentes chegaram para o esperado.
            Era minha última semana,minha mãe  não compareceu,me deixando envergonhada.Como despedida,peguei meu violão e toquei uma música que compunha para meu tio.
            Acho que essa passagem me fez crescer,afinal,amadurecer e perceber que a vida não se baseia nas noitadas,tudo bem,são divertidas eu adoro,mas tenho consciência  de que não vale a pena.  
    Os dias seguintes passei a acompanhar meus primos,fazendo trilhas,nadando nos rios ou correndo entre os pomares.Nos divertimos mais do que nunca,principalmente fugindo dos búfalos bravos que eram soltos no campo(mais risos).
      De noite íamos na mata proibida pegar os vaga-lumes que brilhavam como esmeraldas vivas,acordando minhas tias com as altas gargalhadas.
   Lúcio,Gina,Jonh e Alegra, eu sentirei falta de vocês.Foi muito bom,uma experiência que eu jamais irei esquecer .Aprendi a ser simples,humilde e perceber pequenos detalhes fazem a diferença .Voltarei com certeza,não importa o tempo que passar,eu mandarei cartas e lembranças ,já estou sentindo saudades queridos,eu amo todos .
       Coloquei a carta em cima da cama,peguei minha mala e me dirigi ao carro de meu padrasto que viera me buscar depois de um mês .Com uma despedida rápida,entrei no carro na esperança de ninguém me ver chorando.Na estrada de terra,percebi pelo retrovisor quatro cavalos nos seguindo.Coloquei a cabeça para fora e pude ver os meus primos acenando com os braços, felizes como sempre.Acenei de volta e deixei perceber a minha tristeza por ter que ir.
          Voltarei mesmo,eu nunca vou me esquecer deles.Estou pensando no que aprontar pra voltar e poder vê-los novamente.Foi incrível,as melhores férias da minha vida.Mas preciso urgente de um sanduíche bem gorduroso.Mudara de visão sobre a vida rural que eles levam,eu acho que é bem melhor do que a minha urbana e monótona


                                                                                                    Assinado,Natasha C.S

   












sexta-feira, 29 de abril de 2011

Quem sabe um dia ??

               No meio de um ano escolar,totalmente desligada de tudo e de todos,eu começara a me interessar pro livros clássicos,por uma literatura antiga e comecei a escrever pequenos contos.Passei a frequentar a biblioteca,a pesquisar novos assuntos e me inspirar em coisas construtivas.Um garoto de minha turma,se aproximou com a ideia de escrevermos juntos,claro,uma abertura para uma amizade,mas que de bom Grado aceitei.
          Pude perceber a sua criatividade,ele era espantosamente inteligente,de uma boa família,sinceramente um bom partido pra mim.Passamos a nos falar mais,a ter mais contanto, mas quando realmente me dei conta,já havia se passado 6 meses e tinha um grande amigo sempre à minha espera depois da aula.
                  Ele era moreno, de olhos profundos e de uma intelectualidade fora do normal,cabelos curtos e um belo sorriso.
       Com o tempo percebi grandes defeitos,que eu não esperava,nada avassalador,mas coisas que poderiam ser difíceis de ser corrigir ou superar.
                    Parei de falar com meus outros amigos que sentiram a minha falta, ás vezes eu me sinto culpada,de consciência pesada,mas nada sério.
             Minha mãe sempre aconselhava a tomar cuidado com esse tipo de pessoa,misteriosa e hospitaleira.Nunca a escutei,afinal eu não tinha o costume de ligar pra esse tipo de preocupação materna.
                 Em um dia com outro qualquer,abri o caderno e percebi um pequeno papelzinho amassado, era um pedido de namoro. Claro,eu não esperava,me assustei,agindo de impulso,enfiei o papel no estojo e fiquei calada pelo resto do dia.
                       Sabia que era ele,evitei qualquer contato visual,mas foi inevitável,com certeza ele iria tirar satisfação.Não sabia o que dizer ,e a primeira coisa que saiu de minha boca foi :''Quem sabe um dia ??''
             Pude perceber a decepção em seu olhar,a raiva e o desprezo.
                     Muda , passei a semana toda,paramos de nos falar e foi realmente os piores dias da minha vida,eu perdi o meu melhor amigo.
              12 dias depois do acontecido,na volta pra casa,percebi um grande movimento na rua do colégio.Virei a esquina preocupada,atenta,mas eu era totalmente indefesa.
                    Um carro preto de luxo subiu pela calçada interditando a passagem,parei por três míseros segundos,e logo em seguida dois homens me empurraram para dentro do Carro.
                           Apavorada,rapidamente me amordaçaram,e fomos para um lugar estranho,horas de distância,de uma vegetação seca predominante.
                   Empurraram-me com toda força pra fora ,cambaleei e cai,na qual dentro de uma casa abandonada, foi iniciado um verdadeiro inferno,me machucaram muito,no ponto de quebrar meu maxilar.
            Acordei no outro dia ao lado de Theodor,o meu amigo que me auxiliara na escrita,quem se enganara e se decepcionara pelo amor não correspondido.
          Dentro de poucos instantes liguei as duas pontas: ele me sequestara,agredira e queria se vingar.
                      Com um revólver mirado em meu rosto,eu implorava por uma nova chance.Frio e despreocupado,ele me respondeu em poucas palavras:''Quem sabe um dia??''
      Fechei os olhos e escutei o disparo.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Um meio de Reflexão...(Redação)

               Sempre que fechos os olhos eu me arrependo de cada segundo que joguei fora por coisas fúteis,idiotas e mesquinhas, Além de tudo o que aconteceu.
                 Posso dizer que não volta mais,que sempre será o meu eterno passado feliz.
         Me lembro do dia do acidente, da dor  física que passei , nada comparada com o meu aspecto emocional que se encontra dilacerado.
               Tinha meus 15 anos de idade,estava no carro com a minha mãe,dona de casa e uma boa senhora,voltando para casa após um cansativo e rotineiro dia de semana.
                      O meu relacionamento com ela nunca foi bom,e pouca coisa, era motivo para o início de discussões intermináveis.Começou com ofensas inadimicíveis,falando sobre a as minhas coisas e a minha vida (O que me irritava muito).Rápida ,eu lhe respondi grosseiramente que ela não tinha nada a ver com aquilo,e antes mesmo de retrucar uma forte pancada acabou silenciando tudo.
                   Acordei presa nas ferragens,não sentia as minha pernas,e com sangramentos leves,Ainda tinha forças para ver o estado de minha mãe.
               Ela estava desacordada,com graves cortes e presa na região do quadril por uma sucata de ferro.
    Escutei a Ambulância chegar,conseguiram me tirar primeiro,na qual havia uma nuvem de curiosos em volta.
Não me deixaram observar meu estado,os enfermeiros me examinavam preocupados,deixando como fundo de imagem os restos do Carro.
                     Despertei  no Hospital rodeada de flores e cartas,desesperada senti a ausência de meus menbros, tanto inferiores quanto superiores.
                                 Minha querida,meu porto seguro,tudo o que tinha falecera ao meu lado no acidente,eu iria morar com os meus tios paternos em um casarão monótono.No mesmo instante,a minha vida inteira se passou pela minha cabeça, pude ver minha futilidade,ignorância, minha sujeira interior e a falta de humildade.
                  Hoje mesmo dependendo dos outros e enfrentando fortes rejeições,sou mais bonita do que antes, pois agora eu sou a essência e não mais a minha aparência

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Primeira Postagem

Hoje, decidi abrir um blog para publicar minhas ideias, meus versos, pensamentos e outras formas escritas que me vierem na cabeça. Espero que gostem, Beijos.