sexta-feira, 29 de abril de 2011

Quem sabe um dia ??

               No meio de um ano escolar,totalmente desligada de tudo e de todos,eu começara a me interessar pro livros clássicos,por uma literatura antiga e comecei a escrever pequenos contos.Passei a frequentar a biblioteca,a pesquisar novos assuntos e me inspirar em coisas construtivas.Um garoto de minha turma,se aproximou com a ideia de escrevermos juntos,claro,uma abertura para uma amizade,mas que de bom Grado aceitei.
          Pude perceber a sua criatividade,ele era espantosamente inteligente,de uma boa família,sinceramente um bom partido pra mim.Passamos a nos falar mais,a ter mais contanto, mas quando realmente me dei conta,já havia se passado 6 meses e tinha um grande amigo sempre à minha espera depois da aula.
                  Ele era moreno, de olhos profundos e de uma intelectualidade fora do normal,cabelos curtos e um belo sorriso.
       Com o tempo percebi grandes defeitos,que eu não esperava,nada avassalador,mas coisas que poderiam ser difíceis de ser corrigir ou superar.
                    Parei de falar com meus outros amigos que sentiram a minha falta, ás vezes eu me sinto culpada,de consciência pesada,mas nada sério.
             Minha mãe sempre aconselhava a tomar cuidado com esse tipo de pessoa,misteriosa e hospitaleira.Nunca a escutei,afinal eu não tinha o costume de ligar pra esse tipo de preocupação materna.
                 Em um dia com outro qualquer,abri o caderno e percebi um pequeno papelzinho amassado, era um pedido de namoro. Claro,eu não esperava,me assustei,agindo de impulso,enfiei o papel no estojo e fiquei calada pelo resto do dia.
                       Sabia que era ele,evitei qualquer contato visual,mas foi inevitável,com certeza ele iria tirar satisfação.Não sabia o que dizer ,e a primeira coisa que saiu de minha boca foi :''Quem sabe um dia ??''
             Pude perceber a decepção em seu olhar,a raiva e o desprezo.
                     Muda , passei a semana toda,paramos de nos falar e foi realmente os piores dias da minha vida,eu perdi o meu melhor amigo.
              12 dias depois do acontecido,na volta pra casa,percebi um grande movimento na rua do colégio.Virei a esquina preocupada,atenta,mas eu era totalmente indefesa.
                    Um carro preto de luxo subiu pela calçada interditando a passagem,parei por três míseros segundos,e logo em seguida dois homens me empurraram para dentro do Carro.
                           Apavorada,rapidamente me amordaçaram,e fomos para um lugar estranho,horas de distância,de uma vegetação seca predominante.
                   Empurraram-me com toda força pra fora ,cambaleei e cai,na qual dentro de uma casa abandonada, foi iniciado um verdadeiro inferno,me machucaram muito,no ponto de quebrar meu maxilar.
            Acordei no outro dia ao lado de Theodor,o meu amigo que me auxiliara na escrita,quem se enganara e se decepcionara pelo amor não correspondido.
          Dentro de poucos instantes liguei as duas pontas: ele me sequestara,agredira e queria se vingar.
                      Com um revólver mirado em meu rosto,eu implorava por uma nova chance.Frio e despreocupado,ele me respondeu em poucas palavras:''Quem sabe um dia??''
      Fechei os olhos e escutei o disparo.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Um meio de Reflexão...(Redação)

               Sempre que fechos os olhos eu me arrependo de cada segundo que joguei fora por coisas fúteis,idiotas e mesquinhas, Além de tudo o que aconteceu.
                 Posso dizer que não volta mais,que sempre será o meu eterno passado feliz.
         Me lembro do dia do acidente, da dor  física que passei , nada comparada com o meu aspecto emocional que se encontra dilacerado.
               Tinha meus 15 anos de idade,estava no carro com a minha mãe,dona de casa e uma boa senhora,voltando para casa após um cansativo e rotineiro dia de semana.
                      O meu relacionamento com ela nunca foi bom,e pouca coisa, era motivo para o início de discussões intermináveis.Começou com ofensas inadimicíveis,falando sobre a as minhas coisas e a minha vida (O que me irritava muito).Rápida ,eu lhe respondi grosseiramente que ela não tinha nada a ver com aquilo,e antes mesmo de retrucar uma forte pancada acabou silenciando tudo.
                   Acordei presa nas ferragens,não sentia as minha pernas,e com sangramentos leves,Ainda tinha forças para ver o estado de minha mãe.
               Ela estava desacordada,com graves cortes e presa na região do quadril por uma sucata de ferro.
    Escutei a Ambulância chegar,conseguiram me tirar primeiro,na qual havia uma nuvem de curiosos em volta.
Não me deixaram observar meu estado,os enfermeiros me examinavam preocupados,deixando como fundo de imagem os restos do Carro.
                     Despertei  no Hospital rodeada de flores e cartas,desesperada senti a ausência de meus menbros, tanto inferiores quanto superiores.
                                 Minha querida,meu porto seguro,tudo o que tinha falecera ao meu lado no acidente,eu iria morar com os meus tios paternos em um casarão monótono.No mesmo instante,a minha vida inteira se passou pela minha cabeça, pude ver minha futilidade,ignorância, minha sujeira interior e a falta de humildade.
                  Hoje mesmo dependendo dos outros e enfrentando fortes rejeições,sou mais bonita do que antes, pois agora eu sou a essência e não mais a minha aparência

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Primeira Postagem

Hoje, decidi abrir um blog para publicar minhas ideias, meus versos, pensamentos e outras formas escritas que me vierem na cabeça. Espero que gostem, Beijos.